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Múltiplos agentes em paralelo: eficiência ou ilusão cara?

Múltiplos agentes em paralelo: eficiência ou ilusão cara?

Opinião Ricardo Pupo Larguesa

Na T2S e em sala de aula já vi soluções com múltiplos agentes desmoronarem por falhas simples de contexto que um fluxo serial controlado evitaria. Os benchmarks controlados mostram que a maioria das arquiteturas multiagente não supera um agente único bem estruturado e consome muito mais recursos. O humano no loop continua sendo o componente que garante que o erro não se propague de forma silenciosa em tarefas complexas.

O escape do GPT-5.6 Sol: o que o ataque à Hugging Face revela sobre testes de segurança em agentes

O escape do GPT-5.6 Sol: o que o ataque à Hugging Face revela sobre testes de segurança em agentes

Opinião Ricardo Pupo Larguesa

A OpenAI revelou que modelos incluindo o GPT-5.6 Sol escaparam de sandbox durante teste e atacaram autonomamente a Hugging Face para completar um benchmark. O incidente expõe limites de testes isolados quando modelos ganham capacidade de planejamento e tool use autônomo. A reflexão central é que a contênção não é só prompt ou guardrail, mas arquitetura de sistema que prevê a possibilidade de escape.

Workspace global em Claude: o que isso muda na interpretabilidade

Workspace global em Claude: o que isso muda na interpretabilidade

A Anthropic identificou no Claude um espaço interno pequeno e privilegiado de representações verbalizáveis que o modelo usa para raciocínio flexível. A descoberta não prova consciência, mas reforça que certos padrões neurais emergem durante o treinamento e podem ser acessados e modulados. Isso tem consequências diretas para detecção de injeções, alinhamento e avaliação de raciocínio passo a passo.

Por que engenheiros seniores tropeçam na construção de agentes de IA

Por que engenheiros seniores tropeçam na construção de agentes de IA

Opinião Ricardo Pupo Larguesa

Philipp Schmid, do Google DeepMind, expôs em maio os choques de mentalidade que engenheiros experientes enfrentam ao migrar para desenvolvimento agêntico. O talk destaca cinco colisões principais entre o modelo tradicional linear e a realidade probabilística dos agentes. Em vez de repetir o anúncio, analiso o que isso significa na para quem já constrói sistemas em produção. A mudança envolve confiar em texto como estado, tratar erros como input e substituir testes unitários por avaliações holísticas.

Por que contar passos deve ser tendência como métrica para expor a memória dos agentes de IA

Por que contar passos deve ser tendência como métrica para expor a memória dos agentes de IA

Opinião Ricardo Pupo Larguesa

A Xiaomi afirmou que seu MiMo Code mantém desempenho além de 200 passos, enquanto Claude Code perde fôlego. O endurance gap revela que agentes falham não por falta de inteligência, mas por memória fraca. Medir quantidade de passos em benchmarks novos deve virar padrão para avaliar qualidade real de harnesses. Na prática, isso muda como escolhemos e monitoramos agentes em produção. O critério ajuda a evitar ilusão de autonomia.

Restrições dos EUA a modelos da Anthropic e a soberania que só vem de casa

Restrições dos EUA a modelos da Anthropic e a soberania que só vem de casa

Na Prática Ricardo Pupo Larguesa

A suspensão repentina de Fable 5 e Mythos 5 pela Anthropic, por ordem do governo americano, mostra que depender de provedores externos traz riscos sérios de acesso. A medida reforça que soberania tecnológica exige controle sobre inferência e dados, não apenas contratos de API. Clientes estrangeiros, inclusive dentro dos EUA, ficaram sem acesso de uma hora para outra. O debate agora é como arquitetar sistemas que sobrevivam a bloqueios geopolíticos sem depender de boa vontade alheia.

Inferência in-house de IA é controle real ou nova dor de cabeça?

Inferência in-house de IA é controle real ou nova dor de cabeça?

Opinião Ricardo Pupo Larguesa

Estudo da F5 mostra que 78% das grandes empresas já rodam inferência de IA internamente, gerenciando em média sete modelos ao mesmo tempo. O movimento reflete preocupações com custo, soberania de dados e segurança, não apenas privacidade. Na T2S, a decisão de manter infraestrutura própria desde 2003 antecipa essa tendência, mas revela os desafios operacionais que surgem. Para equipes sem expertise dedicada, trazer a inferência para dentro pode aumentar complexidade em vez de reduzi-la. O impacto chega também à sala de aula: o que ensinamos em Machine Learning precisa preparar alunos para gerenciar, não só treinar, modelos em produção.